Acabei de chegar a casa (3h17m) e percorri toda uma estrada de Colares ao Estoril pela serra ao som desta música (em repeat mode) : http://www.youtube.com/watch?v=JuPcHhVmgIE&feature=related
E neste caminho de lua cheia, em que "olhando o mundo azul à minha frente" contemplei uma noite prata que me apertou o coração e afeiçou a goela... Um caminho tão tão tão lindo só me podia fazer lembrar de nós. Porque tudo o que é bom recorda-me de ti. Faz-me pensar que devia estar a partilhá-lo contigo.
Hoje tive um momento irónico que me pôs a pensar. Fui ao afamado Olga Cadaval em Sintra ouvir os fantásticos Shout e encontrei um velho amigo a quem em tempos sei que fiz sofrer. Claro que contra toda a minha vontade, mas ainda assim fiz. Ele gostou mesmo muito de mim e não foi correspondido... Aliás, foi deixado (aos seus olhos) de repente, sem muito deixar entender a sua mente quanto mais o coração...
Quando o vi tive uma espécie de aperto na garganta, quase como espécie de estúpida vergonha pessoal e alheia por não ter dado certo. Por tê-lo magoado. E de repente assolou-me o pensamento que estaria a ser castigada agora! Pois. Como é que não se adora e quer ficar para sempre com alguém que tem o melhor do mundo para nos dar? Amor. Como? Fitei-o insegura se deveria cumprimentar, mas quando me viu confortou-me com um valente sorriso e de braços abertos disse-me "Que bommmmmm ver-te! Há que tempos! Só te poderia encontrar num espetáculo como este, qualquer coisa especial!" e sorrimos os dois... Eu agradeci toda a sua boa vinda.
Sentou-se ao meu lado e fiquei o concerto todo meia incomodada. Como se nem sequer merecesse a companhia daquela pessoa. Fiz-lhe mal. Como consegue estar aqui ao meu lado? Pensei eu...
Após aplausos, assobios, gritos, apitos e repitos... Após todos os cumprimentos, agradecimentos e saudações.. Após todo o último momento caloroso entre artistas, amigos e público, despedi-me de todos os amigos (re)-encontrados e caminhei para o meu carro sozinha.
E lá estava... A última chapada de luva branca.
Uma flor apanhada do jardim pousada no puxador do carro. Irta. Bonita. Feliz como se me dissesse Olá! Não tive dúvidas de quem sería porque era um hábito seu deixar-me flores no carro...
Sorri... e logo a seguir chorei. Quanto desejei que viessem de ti. Quanto me revoltou o mundo estar ao contrário. Não saber de ti aquelas horas...
Aquele rapaz... De sorriso gratuito a querer dar-me o mundo as vezes que eu quiser, a dar a outra face. E eu nada quero deste mundo a não ser o meu amor. Um amor que não me vê, que não me conhece, que não acredita em mim nem em si.
Quanto mais tempo passa menos te esqueço e o meu peito aperta quando fecho os olhos e me imagino envolvida nos teus braços. Não consigo verbalizar as saudades desse momento. Do teu cheiro. Do teu sorriso. Os teus olhos.
Não consigo passar para o papel as vezes que penso o quanto gostaria de poder pousar-te no meu colo e confortar-te de tudo. Dividir contigo os momentos, sejam quais forem. Fazer-te festinhas na cabeça e conseguir fazer-te sorrir. Ver-te rir.
"Ao longe a cidadela de um navio, Acende-se no mar como um desejo, Por trás de mim o bafo do destino" que desconheço e temo de todas as vezes que num momento feliz... não estou contigo.
"As águas brilham como prata" como brilham as minhas lágrimas.. e só brilham porque choram...
...por uma estrela.
TmAV
PS - An?... Este texto devería ser sobre um tema?... Pois... Feliz quê?... Feliz Páscoa é isso? Tanto me faz....
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