E como é constrangedor o tempo que se espera enquanto somos observados pela multidão. A noção de tempo rápido ou lento altera-se na mesma velocidade que as batidas de um coração. É assim frenético. Fatídico. Faz ganhar calo. Aprender os truques. Manter o palco em cena. Improvisar.
A arte dos artistas que não sabem que o são. Subir. Descer. Escadas. Rampas. Piruetas. Tudo é duro de tão certo. Mais duro ainda quando errado.
Sempre escuro. É a cor que visto por dentro agora. De vestido alegre violeta. Laço traseiro e vivo. Unhas pintadas de rosas cheirosas. Tudo é cor que parece que floresce, mas se tocas desfaz-se como uma bolha. Pareço feita de borracha. Uma boneca. Linda. Por dentro vazia. Insegura. Desamparada. E ninguém sabe. Ninguém sonha.
Li algures que esta é a verdadeira morte... Ninguém perceber de ti.
13h11m (num afamado restaurante algures em Lisboa)
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